16/10/2009
Fortaleza atende ao Interior
Carência de leitos da Capital seria causada pela necessidade de atendimento da demanda vinda do Interior
O coordenador da Rede Hospitalar do Município de Fortaleza, Messias Barbosa Lima, acredita que a quantidade de leitos disponíveis, na Capital, seria suficiente para atender a demanda de seus moradores. O problema, aponta, é que os hospitais da cidade acabam tendo que absorver a demanda vinda de municípios do Interior do Estado. "Se os leitos fossem apenas para Fortaleza, seriam suficientes", diz.
De acordo com Lima, apenas no Instituto Doutor José Frota (IJF), em torno de 51% das internações realizadas não são de Fortaleza. "A grande maioria desses pacientes não deveria estar ali, mas está. E preenchem leitos que deveriam estar sendo ocupados por pacientes da Capital", explica. "Não podemos simplesmente dizer que não vamos atender", observa.
Lima discorda de que a quantidade de leitos precise dobrar para atingir um patamar considerado ideal. Para ele, a solução do problema passa pela construção de novos leitos, "mas não apenas isso".
O coordenador destaca que é preciso também investir na ampliação da rede, principalmente terciária no Interior, para tentar desafogar unidades que são referência, com é o caso do IJF. Medidas para resolver a questão, garante Messias Lima, estão sendo articuladas.
A curto prazo, afirma, a Capital ganhará mais 200 leitos no local onde atualmente funciona uma clínica particular, na Aldeota. A ação é fruto de um consórcio entre a Prefeitura de Fortaleza, Estado e prefeituras de municípios da Região Metropolitana.
Até o final de 2010, acrescenta, mais 200 leitos serão abertos na cidade. A distribuição prevista será a seguinte: 50 no Frotinha de Antônio Bezerra, 50 no Frotinha da Parangaba, 50 no Frotinha de Messejana e outros 50 no Frotinha do Conjunto José Walter.
"Acredito que esses 400 novos leitos serão suficientes para solucionar o problema de leitos", destaca. "Ao mesmo tempo, a Secretaria da Saúde do Estado está construindo mais hospitais terciários tanto na Capital quanto no Interior cearense. Muitos já estão em obras".
ENQUETE
O que a Sra. acha do atendimento dos hospitais?
Maria Facundo
71 ANOS
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"Acho uma falta de respeito para com os mais velhos. Cheguei aqui às 6 horas e não consegui ser atendida ainda"
Maria Sulamita Sousa
69 ANOS
Aposentada
"Estou aqui na fila, em jejum, desde as 5 horas da manhã. Nós deveríamos ter prioridade no atendimento"
Fonte: jornal Diário do Nordeste
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